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     Maria ungiu a cabeça ou os pés de Jesus?




Em uma das minhas leituras bíblicas, fiz algumas observaçoes e estou precisando mesmo que algumas duvidas sejam tiradas. Não podemos negar que algumas coisas na Bíblia são um tanto confusas.Creio que a Bíblia foi inspirada por Deus e assim, posso chegar à conclusão de que a Palavra de Deus é perfeita, mas ao ler a história de Maria Madalena em 3 evangelhos, pude notar algumas incoerências, se é que posso chamá-las assim, visto que uma vez que a Bíblia é perfeita, deve haver alguma explicaçao para esse detalhe. Assim, gostaria de compreendê-lo e conto com seus estudos e com o dom que o Senhor lhe deu para me ajudar. Em Mateus 26:6, é citado que Maria Madalena unge a cabeça de Jesus. Em João 12, afirma que ela ungiu os pés de Jesus. Em Marcos, a citaçao de Mateus é confirmada de que Maria ungiu a cabeça. Aguardo ansiosamente sua resposta. Um abraço.


Vamos aos Textos:
veja o que diz o Salmo 133:2
"É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes".


É possível que Maria tenha ungido tanto a cabeça quanto os pés, ou seja, ela pode ter derramado o óleo na cabeça e este ter escorrido até os pés.


Os Adventitas não crêem na revelação "textual", "verbal" da Bíblia, ou seja, não cremos que Deus ditou palavra por palavra do que deveria ser escrito. É por isso que encontramos alguns pontos aparentemente conflitantes no texto Sagrado, mas nada que arranhe a fé na sua Revelação Divina. Para nós, a Bíblia é 100% inspirada por Deus, mas não é "inerrante", pois ela depende da percepção e capacidade pessoal do escritor para colocar o texto na forma de linguagem humana.


   
Ondas cerebrais de animais declaram aos cientistas: "não há como    dizer que só seres humanos têm consciência"!



Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência
Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. "A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões", disse Low. "As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência", afirmou. "Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso."




                    Quem foi a esposa de Caim?

Sobre o casamento de Caim, deve-se dizer que as informações são bem escassas. Sabemos apenas que ele se retirou "da presença do Senhor e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden" (Gn 4:16) e, nesse lugar, "coabi­tou com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque" (4:17). "Coabitar", nesse verso, é ter relações sexuais.
Perceba que o relato bíblico diz apenas que, em Node, Caim teve relações sexuais com sua mulher. Provavelmente, já era ca­sado com uma de suas irmãs, sobrinhas,ou sobrinha-neta, etc. antes de fu­gir da presença do Senhor.


A Bíblia não relata especificamente quem foi a esposa de Caim. A Bíblia não diz qual a idade de Caim quando matou Abel (Gênesis 4:8). Uma vez que eram ambos fazendeiros, eram provavelmente adultos, possivelmente já com suas próprias famílias. Adão e Eva certamente haviam tido mais filhos além de Caim e Abel na época em que Abel foi assassinado – e com certeza tiveram muito mais filhos depois (Gênesis 5:4). O fato de Caim ter temido por sua própria vida depois de ter matado Abel (Gênesis 4:14) indica que provavelmente havia muitos outros filhos e talvez até netos ou bisnetos de Adão e Eva naquele tempo. A esposa de Caim (Gênesis 4:17) era filha ou neta de Adão e Eva.


Como Adão e Eva foram os primeiros (e únicos) seres humanos, seus filhos não tinham outra escolha a não ser o casamento entre si. Neste ponto, Deus não proibiu o casamento dentro de uma mesma família; somente o fez muito mais tarde, quando já havia suficiente número de pessoas para que o casamento dentro da mesma família não fosse mais necessário. Note que Abraão era casado com Sara, sua irmã por parte de pai (Gn 20:12), e Moisés era filho de um casamento entre tia e sobrinho (a mãe dele era tia do marido, conforme Êxodo6:20). Casamentos com parentes tão próximos fo­ram proibidos por Deus ainda nos dias de Moisés (ver Levítico 18:9-14).
A razão pela qual o incesto freqüentemente resulta em anormalidades genéticas nos filhos se explica no fato de que duas pessoas de genética semelhante (por exemplo, irmão e irmã), ao terem filhos, os expõem a uma maior probabilidade de defeitos genéticos, pois tanto o pai quanto a mãe têm os mesmos defeitos em seus próprios genes. Quando pessoas de famílias diferentes têm filhos, é altamente improvável que ambos tenham os mesmos defeitos genéticos. O código genético humano tem se tornado altamente “poluído” através dos séculos à medida que os defeitos genéticos vão se multiplicando, ampliando e sendo passados de geração em geração. Adão e Eva não tinham defeitos genéticos, o que permitiu que tanto eles quanto as primeiras gerações de seus descendentes pudessem gozar de uma saúde muito melhor do que a que temos agora. Os filhos de Adão e Eva tiveram poucos defeitos genéticos, se é que os tiveram. Por isso, era seguro que se casassem entre si. Pode parecer estranho ou causar repulsa imaginar a esposa de Caim como sua própria irmã. No começo, uma vez que Deus começou com um homem e uma mulher, a segunda geração não teve outra escolha a não ser o casamento entre si.
 Artigo de Ozeas C. Moura, doutor em Teologia Bíblica e editor na Casa Publícadora Brasileira,e Gotquestions.
                O "argumento Caim" na adoração


A experiência de Caim, Abel e suas respectivas ofertas sempre surge no debate sobre música. Analisando-se alguns artigos e livros sobre o tema, percebe-se claramente que o fato de Deus ter rejeitado a oferta de Caim é rapidamente associado a elementos do culto cristão considerados polêmicos.
O argumento é: "Não podemos adorar a Deus como queremos, mas como Deus quer. Veja o caso de Caim!" A partir daí, o usuário do "argumento Caim" o aplica da seguinte forma: "O modo como EU adoro é 'oferta de Abel', e o modo como VOCÊ adora é 'oferta de Caim'".
Parece-me que o “argumento Caim” deteriorou-se como o “argumento do escândalo”. É uma espécie de carta-curinga, sacada da manga e encaixada sem critério algum em qualquer discussão sobre música e adoração.
Utiliza-se o “argumento Caim” para atacar desde o uso de spots de iluminação em cantatas de coral até para embasar “biblicamente” a proibição de se retirar o púlpito da plataforma.
Ironicamente, é comum ver na mesma pessoa que usa o “argumento Caim” a atitude extrema e violenta de Caim: dedo em riste, críticas, ataques e perseguições aos irmãos.

Refletindo sobre o tema, conclui-se que o “argumento Caim” só é aplicável a situações onde a expressa vontade de Deus estiver sendo desconsiderada na adoração. Uma mudança na ordem da liturgia, por exemplo, não é desobediência a Deus, já que Ele não estabeleceu uma sequência litúrgica inflexível no culto cristão. No entanto, na mente de alguns, colocar o ofertório antes do hino inicial já seria "querer fazer do seu jeito, e não do jeito de Deus. Lembre-se de Caim!!!". E assim, o 'argumento Caim' vai se sacralizando, sob uma falsa aura de "argumento bíblico".
No entanto, utilizado dessa forma, não é nem bíblico e nem lógico. Vejamos:
“Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente que o de Caim.” (Hb 11:4)

Abel ofereceu seu sacrifício pela fé, de acordo com a Palavra de Deus.

“De sorte que, a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10:17)

Se adorarmos a Deus pela fé, nós o faremos de acordo com a Sua Palavra.
Se nossa adoração não é pela fé, em obediência à Palavra de Deus, ela se torna pecaminosa, pois "tudo o que não provém da fé é pecado" (Rm 14:23).
O caso de Caim envolve algo simples mas perigoso: substituir uma ordem de Deus por outra coisa, mesmo por coisas aparentemente boas e aceitáveis.
Os hipócritas da época de Jesus praticavam muitas coisas boas e aceitáveis, frutos de boas intenções. No entanto, isso se tornou pecado quando os mandamentos divinos começaram a ser substituídos por tais coisas:

“Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês.” Mt 15:6


Sobre isso, Jesus disse:

“Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’". Mt 15:8-9


O caso de Caim não é apenas uma ingênua questão de gosto pessoal ("ele preferia frutos a cordeiros..."). É uma questão de desrespeito e desobediência deliberada. Longe de ser um sincero adorador ignorante, Caim era um rebelde que conhecia a vontade de Deus, mas decidiu desobedecer de propósito.

“Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas.” 1 Jo 3:12


Deus é muito específico acerca do que quer de nós na adoração. No entanto, quando o "argumento Caim “ é usado na discussão sobre música, implicitamente colocamos várias normas e práticas que Deus NÃO especificou na adoração. Assim, cometemos o mesmo erro das pessoas a quem queremos corrigir: colocar a vontade humana à frente da vontade de Deus.

A seguir, a análise de algumas afirmações sobre o tema, encontradas em livros e artigos, sob a luz da Bíblia e dos escritos de Ellen White:


1) “O pecado de Caim foi uma ‘modernização’, uma ‘culturalização’”


Não. O pecado de Caim foi desobedecer.
Caim levou a Deus uma simples oferta de gratidão, e não uma oferta pelo pecado [1].
Tecnicamente, trazer uma oferta “do fruto da terra” é algo encontrado na Bíblia, uma oferta legitimamente bíblica (Lv 2:1, 14; Nm 18:12, 13; Dt 26: 2, 4, 10). No entanto, não era esse tipo de oferta que o Senhor requeria naquele episódio.
“Sua oferta assemelhava-se à de Caim. Traziam ao Senhor os frutos da terra, os quais eram, em si mesmos, aceitáveis aos olhos de Deus. Muito bom era, na verdade, o fruto; mas, a virtude da oferta - o sangue do Cordeiro morto, representando o sangue de Cristo - isso faltava.”[2]
Não houve nenhum tipo de modernização ou culturalização. Houve sim uma desobediência a uma ordem expressa do Senhor. Ele ofereceu uma oferta tecnicamente correta, mas em substituição à oferta requerida por Deus.
“Caim obedeceu ao construir o altar, obedeceu ao trazer um ‘sacrifício’; prestou, porém apenas uma obediência parcial. A parte essencial, o reconhecimento da necessidade de um Redentor, ficou excluída”.[3]
A atitude de Caim indica que ele se achava justo. Aos seus próprios olhos, não havia necessidade de confissão de pecados e nem de misericórdia. Utilizar o “argumento Caim” contra inovações é ignorar a existência de ofertas do fruto da terra.


2) “A adoração de Caim foi ‘pomposa’, ‘chamativa’ e ‘de fazer barulho’”.


Não. A oferta de Caim foi uma “simples oferta de gratidão”[4].
Caim não estava preocupado nem mesmo em trazer “o melhor dos frutos”[5].
Não há nada de pomposo, chamativo ou barulhento na oferta de Caim. Ele trouxe sua oferta com “murmuração e infidelidade”[6].


3) “Caim ofereceu o seu melhor”


Não. “Caim não estava preocupado em trazer nem mesmo o melhor dos frutos”[7].
Abel sim trouxe o melhor, cheio de fé[8].


4) “Caim adorou com sinceridade”


Não. A oferta de Caim foi feita com murmuração, infidelidade e dúvida[9]. Caim não era um adorador do Deus vivo, ele era do Maligno (1 Jo 3:12).
Caim sabia a vontade de Deus, mas a recusou deliberadamente numa atitude de desrespeito e rebeldia[10].


5) “Caim não tinha cordeiros para oferecer”


Não era difícil para Caim conseguir um cordeiro. O próprio Abel o aconselhou a trazer um cordeiro. “(Caim) não estava disposto a seguir estritamente o plano de obediência e procurar um cordeiro e oferecê-lo com os frutos da terra. Meramente tomou do fruto da terra e desrespeitou as exigências de Deus.”[11].
Note a interessante possibilidade de oferecer o cordeiro com os frutos da terra.


Conclusão


Teologicamente, a oferta de Caim representa a tentativa de salvação pelas obras, sem cordeiro, sem sangue, sem os méritos de Jesus:
“O esforço que o homem faz em suas próprias forças para obter a salvação é representado pela oferta de Caim”[12].
Caim e Abel representam duas classes distintas: “fiéis X infiéis”, “salvos pela graça X legalistas”, “obedientes X rebeldes”. Eles não representam “os que cantam sem melismas X ‘melismeiros’”, nem “eruditos X populares”, muito menos “louvor com percussão X sem percussão”.
Assim, tanto o culto desordeiro e indecente quanto o silencioso culto gregoriano idólatra podem ser “oferta de Caim”. Independentemente do estilo e da música, ambos desobedecem a ordens explícitas de Deus.
O barulhento louvor da Carne Santa acompanhado de “gritos com tambores, musica e dança” é “oferta de Caim” por seus graves erros doutrinários e por sua irreverência. O culto ao som do órgão e do coral também pode ser “oferta de Caim” por sua ostentação e idolatria:
“O culto da Igreja Romana é um cerimonial assaz impressionante. O brilho de sua ostentação e a solenidade dos ritos fascinam os sentidos do povo, fazendo silenciar a voz da razão e da consciência. Os olhos ficam encantados. Igrejas magnificentes, imponentes procissões, altares de ouro, relicários com pedras preciosas, quadros finos e artísticas esculturas apelam para o amor do belo. O ouvido também é cativado. A música é excelente. As belas e graves notas do órgão, misturando-se à melodia de muitas vozes a ressoarem pelas elevadas abóbadas e naves ornamentadas de colunas, das grandiosas catedrais, não podem deixar de impressionar a mente com profundo respeito e reverência.
Este esplendor, pompa e cerimônias exteriores, que apenas zombam dos anelos da alma ferida pelo pecado, são evidência da corrupção interna.”[13].
Caim substituiu o que Deus pediu. Ele decidiu desobedecer. Esse argumento não pode ser utilizado contra inovações e estilos que não comprometam ordens claras e específicas de Deus. Podemos discutir racionalmente o que é melhor e mais conveniente ao culto sem apelar para o "argumento Caim" a todo instante.
A Bíblia proíbe ou não a comemoração de aniversários?

Embora algumas religiões não concordem com a celebração de aniversários e datas comemorativas afins tais como o Natal e outras mais, não encontramos na Bíblia nenhuma proibição contra a comemoração de aniversários.
Com o tempo os hábitos e costumes de uma sociedade mudam. E não podemos considerar tudo o que é novo como mau ou pecaminoso.
Por exemplo: ainda existem algumas pessoas que acham que a utilização de carros movidos à gasolina seja algo pecaminoso (não está escrito na Bíblia) e até hoje apenas usam cavalos e carroças. Podemos perceber que nem tudo que não está registrado na Bíblia é em si mesmo errado.
Daí a importância de entendermos e estudarmos a validade e as aplicações dos Dez Mandamentos da santa Lei de Deus. Esta é uma porção da Bíblia escrita pelo próprio dedo de Deus que resume o que Deus espera dos seres humanos em todas as épocas, em todos os lugares e em todos os tempos. Você pode conferir em Êxodo, capítulo 20. Ali está claro que os princípios contidos nesses mandamentos se aplicam a todas as circunstâncias de nosso viver. Eclesiastes 12:13 diz que ‘de tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.’
 Quer um exemplo: a pessoa que abusa de sua saúde (fumando, bebendo, trabalhando demais etc…) está na verdade transgredindo o sexto mandamento: Não matarás!
As obrigações do homem para com Deus estão resumidas nos Dez Mandamentos. Devemos ter cuidado para não estarmos acrescentando às leis que Deus deixou, outras leis que apenas tornariam a nossa vida um fardo insuportável.
Nos dias de Jesus havia milhares de pequenas leis. Os fariseus se orgulhavam de as seguir todas. Mas Jesus os criticou por esta rigidez e hipocrisia! Mateus 23:23 relata: ‘Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!’
A comemoração de datas festivas não constitui uma transgressão de nenhum dos Dez Mandamentos.
Mas um cuidado precisa ser tomado ao ser celebrado o aniversário de um filho ou parente: a pessoa deve ser convidada a louvar a Deus por mais um ano de vida e não apenas pensar em receber presentes.
O fato da data do nascimento de Jesus não ter sido revelada, nos mostra que Deus está mais interessado que nós os seus filhos adoremos a Ele como o nosso criador e Salvador, do que estarmos celebrando dias e esquecendo o personagem principal das nossas vidas que é Deus.
Todos nós gostamos de receber presentes. Não há nenhum pecado nisso. O próprio Deus nos ofereceu o maior presente quando nos deu o seu filho Jesus Cristo. ‘Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.’(João 3:16)
Será que nos tornaremos orgulhosos por aceitar o presente de Deus? Não necessariamente. Mas devemos pedir a Deus que nos ajude a sermos humildes e bondosos, mesmo quando estamos nos alegrando em uma comemoração de aniversário.
Nosso desafio maior talvez não seja deixar de realizar cerimônias de aniversário mas sim ajudar a nossos filhos a serem liberais para com o próximo e benevolentes para com os mais necessitados do que eles como aconselha Isaías 58:6.


Saiba quem são os 144 mil. Seria este um número literal ou simbólico? Teria Deus purificado todos os animais para alimento? Onde habita o diabo? Outras perguntas relacionadas a semana santa, santuário e santos também são respondidas neste programa.






144.000 Literal ou Simbólico?

Este estudo não é um pensamento completo e infalível no que diz respeito aos 144 mil, mas é apenas um material resumido com abordagem superficial para apenas facilitar a compreensão e principalmente para levar ao leitor um esboço a mais, facilitando suas pesquisas. Por demais peço que possam esquadrinhar não apenas o que aqui está elaborado, mas suas fontes e materiais auxiliares. Caso venha a existir a necessidade de um material mais profundo e completo, consultar o livro: “A sacudidura e os 144 mil” de Brizolar Jardim.
 Introdução

 Quem são os 144 mil? De onde eles virão? São eles a grande multidão?
Ou são apenas uma pequena parte de uma multidão incontável?

Perguntas estas que às vezes causam muitas dores de cabeça. Hoje temos explicações para todos os gostos, mas nós Adventistas não podemos aderir a formas de interpretações peculiares onde o “eu acho”  se expõe como palavra infalível e decisiva. Há uma verdade, e ela está diante de nossos olhos. O que em realidade falta para compreendê-la é um pouco de renúncia a nossa própria lógica e sabedoria. Nós Adventistas precisamos nos manter firme a única regra de interpretação, onde a escritura interpreta a si mesma (II Pe 1:20; Is 28:10; I Co 4:6).
Alguns se isolam deste assunto afirmando que não há luz suficiente para compreendê-lo. Esses se apóiam na declaração de Ellen White encontrada no livro Mensagens Escolhidas Vol. I, Pág. 174. “Não é a vontade de Deus que seu povo se meta em discussões acerca de questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta e quatro mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de em breve saber.”.
Note que o texto não pede que venhamos a nos isolar do assunto, mas pede que venhamos nos abster de discussões, tanto que em 1978 a lição da escola sabatina do III trimestre página 151, incentiva o leitor a examinar com humildade o assunto.
Hoje a Igreja Adventista toma como posição o simbolismo do assunto, e é o que estaremos reforçando neste estudo. No entanto nos tempos dos pioneiros de nossa Igreja, o pensamento partia mais para o literalismo. Alguns explicam que hoje podemos ter uma compreensão melhor do assunto, por termos mais luz do que eles tiveram no passado, pois Ellen White ainda teria outras séries de visões que ajudariam os novos pesquisadores no futuro.
 
O que pensavam os pioneiros?

Urias Smith e o movimento da reforma acreditavam que os 144 mil seriam os salvos desde 1844.
Nesta tese podemos encontrar pelo menos dois problemas.

·         1º - Época do assinalamento
·         2º - Alto Clamor

Pois os 144 mil estão ligados a grande tribulação final que culmina com a volta de Cristo.      

Já Daniells em 1901 a 1922 afirmou que seria um grupo especial selecionado dos justos vivos.
Nesta tese podemos também encontrar dois problemas.

·         1º - Como, quando, por que serão eles selecionados?
·      2º - Como, se existirão apenas 2 grupos? Os que têm o selo de Deus e os que têm o sinal da besta (Ap 15:2; Grande Conflito, p. 450). Não haverá nenhum justo vivo que não tenha o selo de Deus, por isso não poderá haver dois grupos de selados.
 
Amadurecendo a questão
                  A sacudidura produzirá dois resultados

·         1º - Muitos sinceros adventistas poderão ser martirizados antes do fechamento da porta da graça (Ap 6:11; Mensagens Escolhidas Vol. III, pág. 420), enquanto que outros abandonam as fileiras (Mt 24, 25; I Testemunhos para a Igreja Vol. 4; Grande Conflito, p. 608; Vidas e Ensinos, p. 189).

·         2º - Muitos afastados voltam para o aprisco (Mt 10:6,7), enquanto que outros sinceros de corporações que constituem babilônia se convertem (Mt 20; Grande Conflito, p. 383).
Portanto fica difícil considerar que os 144 mil sejam um grupo pequeno baseado no literalismo.
Muitos Adventistas se afastarão, mas seus “... lugares vagos serão preenchidos” (Carta 103; Eventos Finais, p. 157).

Diferenças?

            Alguns tentam explicar que existem dois grupos distintos por haver diferenças entre a grande multidão do capítulo 7 e os 144 mil do capítulo 14. Veja:

·         Cap. 7 – Grande Multidão: Trajam vestidos brancos, tem palmas nas mãos e vem da grande tribulação.
·         Cap.14 – 144 mil: Estavam no monte Sião, somente eles cantam o cântico de Moisés e do Cordeiro.

Nem sempre as diferenças destroem a unidade. Como entender esta aparente contradição de Ellen White, onde ela inverte algumas diferenças da grande multidão e dos 144 mil?

·         144 mil – Grande tribulação, vestiduras brancas, cantavam o cântico de Moisés e do Cordeiro e receberam palmas e harpas nas mãos (Grande Conflito, p. 648, 649,646; Testemunhos para a Igreja Vol. I, Pág. 61).

·         Grande Multidão – Grande tribulação, vestiduras brancas, cantavam o cântico de Moisés e do Cordeiro e com palmas e harpas nas mãos (Grande Conflito, p.648, 649,646; Testemunhos para a Igreja Vol. I Pág. 61; Ap 7).

Por que essa aparente contradição? Por que apesar de ela não dizer claramente, usa os termos no mesmo sentido. Portanto, não se contradiz e nem faz confusão! Se não é falta de convicção, é porque não gostamos de ser impositivos. Se os 144 mil e a Grande Multidão são uma só coisa, temos um argumento a mais para saber que o número é real ou simbólico.
Há quem veja nestes textos acima citados duas classes em dois lugares diferentes. Mas será? Nesse caso teríamos a multidão no mar cristalino e os 144 mil no monte Sião. Podem os lugares ser diferentes? Não. Mar de vidro e monte Sião são o mesmo lugar (Testemunhos Seletos, Vol. II – Pág. 351), com isso os grupos de pessoas também não são. A multidão saiu vitoriosa da besta, da sua imagem, do seu sinal e do número do seu nome, e esses vitoriosos não são outros que não os 144 mil! Nessa época haverá somente duas classes – Os fiéis selados com o selo de Deus e os infiéis, selados com o sinal da besta:
“No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes – os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e a sua imagem e recebem o seu sinal”(Grande Conflito, p. 450).
Uma pergunta exigia resposta e essa resposta esclareceu-nos o assunto: Praticamente quase tudo no Apocalipse e especialmente o selamento, é simbólico, então, por que esse número não o poderia ser? Alguns se apóiam num devido quadrado perfeito descrito no (Grande Conflito, p. 645), mas não há apoio contextual revelado para se tomar apenas esta única expressão, quadrado perfeito, como principio primordial para invalidar todas as dezenas de evidências escriturísticas.
Não é só nesta coluna que se sustenta a estrutura intelectual para pensarmos que 144 mil seja um número simbólico. Há outras três evidências:

·         1º - Textos do Espírito de Profecia que falam de grandes messes nos últimos dias;
·       2º - Se os 144 mil e a Grande Multidão forem a mesma coisa – então o número não poderá ser real, mas simbólico; assim como os demais símbolos;
·       3º - A numerologia, a maneira como ele está escrito no grego indica simbolismo, sendo grafado em duas frações separadas – 144 mil (romi delta kiliades) – sendo a primeira em algarismos e a segunda em palavras. Há quem rebata o argumento dizendo que isso se deve ao fato de a língua grega não ter o algarismo zero. O que é verdade. Mas não podemos esquecer de que muitos outros números aparecem na bíblia. E como são eles escritos em grego? Simplesmente em palavras. Assim, 144 mil poderia tê-lo sido também. Mas não o foi! E por quê? Isto pode sugerir o número como simbólico.

Há três números na bíblia que são símbolos da perfeição:

·         1º - O sete - perfeição do caráter;
·         2º - O dez - perfeição da medida;
·         3º - O doze - perfeição do governo.

144 é o quadrado de (12), e mil é o cubo de (10), mais o selo de Deus (7).
Um povo com a medida de um governo perfeito. Se referindo aos que passarão pela angústia final de Jacó e os únicos que viverão uma experiência diferenciada. Também representa o grupo que não verão a morte. Todos estes eventos os tornam especiais e singular.

Existem os que, para dar uma conclusão de literalismo, associação este número com outro números literais encontrados no livro de Daniel. Por exemplo: Quando no capítulo 7 de Daniel é feito a menção dos 10 chifres, 10 é literal e apenas suas características é que são simbólicas. Se tivermos como base esta analogia, facilmente identificaríamos os 144 mil como literal, pois 144 mil seria a parte literal, e suas características seriam simbólicas. Mas temos que ter em mente que: Primeiro – temos revelação suficiente e completa, sem restrição alguma para entender que os 10 chifres são literais e suas características simbólicas. No entanto, o mesmo não temos a respeito dos 144 mil. Segundo: Nem todo número que aparece na Bíblia deve ser interpretado desta forma, pois na parábola das dez virgens (Mt 25), jamais poderíamos dizer que 5 prudentes mais 5 loucas seriam literais enquanto que suas características seriam simbólicas. Tudo ali é simbólico. Uma interpretação literal destes números, assim como é feito em Daniel seria um tanto estranha e próximo do ridículo. Portanto, existe muito mais evidência do simbolismo dos 144 mil do que o literalismo.

144 mil virão de Israel ou de todas as nações, tribos, povos e línguas?

         De acordo com a grande cadeia profética de Daniel cap. 8 e 9, o Israel natural ou carnal (I Co 10:18 e Rm 9:8 ), deixou de ser o povo de Deus a partir do ano 34 dc. Israel significa “o vencedor” e todo aquele que vence o pecado é um filho de Deus, membro da grande família celeste e o povo peculiar do Senhor. É neste conceito que Paulo se estriba ao afirmar: “Porque não é Judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém Judeu é aquele que o é interiormente e circuncisão a que é do coração... E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são de fato Israelita”. (Rm 2:28,29; 9:6 ). Então quem são os verdadeiros Israelitas? Muito simples! O mesmo Apóstolo responde: “Sabeis, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. (...) E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”. (Gl 3:7,29 ).

            Os textos pinçados do pensamento paulino, que também é o pensamento Divino, nos mostram claramente que há dois Israelitas – O carnal e o espiritual. Se o carnal foi rejeitado no ano 34, o Apocalipse não pode estar tratando dele ao falar dos selados dos últimos dias. Resta-nos saber agora, porque doze mil de cada tribo? Tudo ali é alegórico e essas tribos traduzem um simbolismo especial e uma experiência peculiar. Uma leitura atenta de Apocalipse 7 nos convencerá de que nem todas as tribos de Israel foram ali mencionadas. Dã e Efraim ficaram de fora, enquanto Levi e José foram incluídos. Havia em Israel 14 nomes e 13 tribos – Rubem, Judá, Gade, Aser, Naftali, Simeão, Issacar, Zebulom, Benjamim, Dã, Levi, José, Manassés e Efraim. Os três últimos nomes representam uma só tribo a qual fora dividida, ficando, assim, em treze o total das tribos, mas como a de Levi fora escolhida para o sacerdócio, geralmente não era contada entre as demais. Daí essa alternância que continuamente nos deparamos nas relações das tribos apresentadas na bíblia. Sempre ficam de fora da listagem dois nomes e uma tribo.

Mas há outra razão para Dã e Efraim ficarem de fora na contagem dos selados – Dã significa juízo e representa aqueles que vivem criticando os outros, julgando seus erros, muitas vezes caluniando-os e levando-os a queda.

(Gênesis 49:16,17): Efraim significa fecundidade dupla, representa aqueles que estão unidos ao mundo e a igreja ao mesmo tempo e isto resultará em ruína eterna para eles.
(Oséias 13:12; 4:17; 7:8; 12:14 ): Tudo é simbólico. Cada nome desses encerra dentro de si um simbolismo inimaginável; cada filho de Jacó e cada tribo de Israel tiveram sua experiência própria que bem representa a experiência dos filhos de Deus nos últimos dias. Em um rasgo de imaginação e em uma profundidade de raciocínio, poderíamos, usando os nomes na ordem em que aparecem em Apocalipse 7, montar uma frase que bem representa o plano de Deus para Seus filhos desta hora apocalíptica:

·         Louvor (Judá)
·         De um filho (Rubem
·         De um grupo de filhos (Gade)
·         Redimidos e ditosos (Aser)
·         Que lutam (Naftali)
·         Em oração para esquecimento (Manasses
·         Próprio e do passado, tendo ouvido (Simeão)
·         A palavra de Deus, ficando ligado (Levi
·         Com Deus, como servo (Issacar)
·         Para habitação (Zebulom)
·         Em espírito, tendo acrescentado (José)
·        Júbilo e bençãos especiais provindas do filho da mão direita de Deus (Benjamim)

Aqui estão os significados de cada tribo representados pelo povo de Israel Espiritual dos últimos dias. Distintos para formar o grupo dos 144 mil ou Grande Multidão, cada um com suas respectivas experiências (Ver: A Sacudidura e os Centro e Quarenta e Quatro mil de Brizolar Jardim).

Considerações finais

            Como visto, há muita evidência que claramente apresenta o grupo como simbólico. No entanto, incentivo o leitor a pesquisar mais profundamente este tema e se prender especificamente ao fato da necessidade de nos prepararmos para fazer parte deste grupo. Pode ser que muito de nós não venhamos fazer parte, por descermos a sepultura antes do tempo. No entanto, mesmo assim, devemos nos preparar para tal evento. Este material pode servir de auxilio para outras pesquisas mais profundas. Mas independente das conclusões que se pode extrair o mais importante é como fazer parte desse grupo que receberá honras especiais no Reino de Deus. Seja para você simbólico ou literal, o mais importante é estarmos preparados para este grande evento que reunirá os eleitos em um grupo que representará o caráter de Deus diante de um mundo com a moral corrompida. Que Deus nos abençoe e nos guarde diante de tanta corrupção, e o ajude na compreensão de suas verdades.

Quem São os 144.000 de Apocalipse 14?

Em Apocalipse 14 encontramos uma estrutura proléptica, na qual primeiro é descrito o grupo dos 144 mil (versos 1-5), para então serem mencionadas as três mensagens angélicas responsáveis pela origem desse grupo (versos 6-12). Tanto a proclamação das mensagens quanto a formação do grupo são descritas como ocorrendo no período final da história humana, que antecede a segunda vinda de Cristo e o juízo final (versos 14-20).
Nesse contexto, os 144 mil aparecem como a última geração dos verdadeiros adoradores de Deus (verso 7), que “guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (verso 12), em contraste com aqueles que adoram “a besta e a sua imagem” e recebem “a sua marca na fronte ou sobre a mão” (versos 9-11).
O fato de Apocalipse 7:1-8 mencionar o mesmo grupo de 144 mil como sendo formado “de todas as tribos dos filhos de Israel” (verso 4) tem levado alguns comentaristas a sugerir que esse grupo será formado por judeus literais, em cumprimento a certas promessas do Antigo Testamento para com a nação de Israel. Essa interpretação carece, no entanto, de base bíblica e de fundamentação histórica, pois (1) as tribos mencionadas em Apocalipse 7:1-8 não são exatamente as mesmas que aparecem na promessa de Ezequiel 48:1-8, 23-29 (ver também Gn 49:1-28); (2) seria praticamente impossível reunir ainda hoje “doze mil pessoas de cada tribo de Israel, uma vez que tais distinções tribais desapareceram quase que em sua totalidade, devido à deportação compulsória e miscigenação das tribos do norte (ver II Rs 17); e (3) no Novo Testamento a salvação “em Cristo” desfaz toda e qualquer distinção étnica (ver Gl 3:26-29). Diante disso, somos levados à conclusão de que os 144 mil serão formados pela última geração do povo remanescente de Deus, também chamado de Israel espiritual (ver Rm 9:6-8; I Pe 2:9 e 10).  
Uma vez que as doze tribos de Apocalipse 7 devem ser interpretadas simbolicamente, surge a indagação: podemos entender o seu número como literal? Embora alguns comentaristas o façam, existe uma forte tendência de ver nessa multiplicação de 12 vezes 12.000 (= 144.000) apenas um símbolo da totalidade de componentes da última geração dos salvos que estarão vivos por ocasião da volta de Cristo.